Percurso Lisboa – Alentejo – Algarve – Parte III

Muito bem, estivemos primeiro numa terra cheia de carisma ancestral como é Alcácer do Sal onde visitámos escavações e voltámos atrás na história, depois passámos por uma terra que nos enfeitiça inclusive através do seu tempo romano e do seu calor acolhedor típico de Évora para agora chegarmos por fim à última etapa do nosso percurso que é o Algarve, na belíssima aldeia de Estói.

Mas calma… antes temos que nos forçar a sair das terras ardentes do Alentejo e é por isso que voltamos a abrir a capota do nosso divertido BMW 118d Cabrio para sermos verdadeiramente abraçados pelo ar quente que emana da terra. E é nesse percurso que rapidamente chegamos a uma quinta fantástica que encontramos no caminho que nos fez dar meia-volta e visitar o seu espaço.

Trata-se da Quinta de São José de Peramanca, onde provámos o seu ex-libris, o bem viril Pera Grave “Reserva” e onde fomos extremamente bem recebidos e acompanhados por entre várias provas do seu Reserva assim como das suas outras variantes como o Pera Grave Tinto e Branco. Foi de facto uma óptima conversa entre apreciadores de vinho e logo voltámos ao nosso caminho em direcção a mais uma pousada da qual já tínhamos ouvido falar tão bem.

De Évora a Estói

Abaixo, deixamos o percurso que fizemos para sair da lendária Évora até ao nosso próximo paraíso, o Palácio de Estoi.


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Foi assim que aproveitámos o percurso sempre extenso mas sempre directo através da Auto-estrada A2 em direcção ao nosso Algarve. E embalados por uma bela banda-sonora da Adele, lá chegámos ao nosso destino que só foi possível ao ter um GPS bem actualizado. Apesar de haver várias sinalizações, é sempre algo complicado saber exactamente onde virar no meio de vários cruzamentos e rectas intermináveis.

Palácio de Estói

Mas o percurso valeu a pena quando vimos aquele fantástico Palácio de Estói cheio de história e acima de tudo, cheio de efeitos artísticos. O Palácio de Estói foi inicialmente construído no século XVIII por um fidalgo da corte Portuguesa, mas mais tarde terá sido comprado pelo Visconde de Estói, José Francisco da Silva. E sinceramente é dos locais mais ricos em pormenores ao estilo Versailles que vi ultimamente.

Apesar do seu estilo clássico, todas as instalações são topo de gama com todo o conforto e modernidade, como se pode ver pelos quartos abaixo onde o estilo com um look mais moderno transmite uma serenidade que é difícil de encontrar.

 

Agora entendo porque é das novas coqueluches do grupo das Pousadas de Portugal. É sem dúvida um local a visitar, tanto pelo conforto, paz e serviço de primeira mas também pelo seu carácter cultural.

   

   

Não apenas nos podemos deleitar com os seus salões ricamente decorados, como também ainda temos um SPA com tudo o que poderíamos desejar, assim como ginásio, piscinas interior e exterior e acima de tudo um restaurante que vale a pena apreciar. Não me cansei de apreciar todas as condições que foram colocadas à nossa disposição e foram muitas.

Mas o que Existe nos Arredores de Estói?

Há muito mais para fazer do que ficar apenas em Estói, por isso, num pulo chegámos a Olhão para apreciar um passeio à beira-mar, ou deverei dizer à beira da enseada? E que belo passeio se tornou por estas estradas sinuosas num final de tarde com a capota do BMW 118d descida, apreciando o ar mais fresco de um dia que estava bem quente.


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Essa é a minha recomendação quando vier por estas paragens. Pegue no seu carro e dê um passeio por estas estradas secundárias e verá como é uma delícia ver locais mesmo pitorescos e divertidos.

Jantar Digno dos Deuses

Mas há algo que me perseguia desde a minha saída de Lisboa. Sempre tinha ouvido falar da cozinha que se apresentava na Pousada de Estói, por isso não podia deixar passar a oportunidade de experimentar.

Foi com alguma expectativa que eu me apresentei à mesa ao ar livre na esplanada da Pousada, mesmo ao lado das antigas cozinhas centenárias. Quer experimentar connosco?

Percurso Lisboa – Alentejo – Algarve – Parte II

Após a nossa estada no dia anterior na Pousada de Alcácer do Sal, tinha chegado a hora de rumar a Évora, percorrendo um percurso que nos entusiasmava, dado que conforme já tinha mencionado, adoramos a paisagem Alentejana. Para tal, pegámos no nosso BMW 118d e rumámos à cidade que este ano comemora 25 anos da elevação da mesma a Património da Humanidade o que é sempre de assinalar.

2º Dia – Saída de Alcácer do Sal em direcção a Évora

Foi assim que aproveitando o bom tempo e querendo evitar a auto-estrada rumámos a Évora, auxiliados pelo GPS e por muita boa disposição. Em traços largos, este foi o percurso que fizemos para chegar a tempo e horas ao nosso destino para ainda aproveitar a sua bela gastronomia.


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Por isso, com calma, fomos percorrendo a várzea magnífica que nos ia apresentando as longas extensões de terreno que galgávamos com deleite. Tínhamos deixado uma cidade que nos tinha cativado e agora sentíamos um misto de nostalgia por a estarmos a deixar para trás, com um pequeno formigueiro pelo que nos esperava no final deste trajecto.

Não seria a primeira vez que ia visitar Évora, mas desta vez sabia que ia ser diferente porque o meu objectivo era mais claro e pela necessidade de captar em pouco tempo, alguma da sua magia.

Foi assim com o nosso timming bem apurado que chegámos ao centro de Évora, o qual nos acolheu com bastantes obras de melhoramento de acessos, mas tornou algo caótico o nosso percurso até ao nosso destino. Em abono da verdade, se estivéssemos num SUV por exemplo, teríamos problemas em passar em alguns dos acessos provisórios que nos providenciaram para chegar ao centro histórico da cidade. E o nosso destino seria nem mais nem menos que a própria praça do Largo do Conde Vila Flor onde fica o Monumento Romano datado do sec. I e mais precisamente a Pousada dos Lóios onde iríamos pernoitar.

Mas confesso que não chegámos ao nosso destino sem antes reconfortar o nosso paladar com uma paragem no Restaurante O Fialho que nos era tão recomendado por amigos que apreciam os bons menus da vida. Sem dúvida foi um excelente início de passeio pela cidade Alentejana.

Devemos manifestar que apesar de termos comido bem e o sabor estar bastante aceitável não achámos que tenha sido tão especial enquanto experiência gastronómica como nos tinham feito pensar até então. Já tivemos a feliz oportunidade de experimentar verdadeira comida alentejana em restaurantes com menos “propaganda” e com muito mais explosão de sabor. Mas assim mesmo, se não fosse pelas altas expectativas, será sem dúvida uma alternativa para quem queira apreciar alguns pratos regionais num ambiente pitoresco e tradicional. Mas convém ir cedo caso contrário terá que aguardar vaga de mesas porque é muito requisitado.

Recomendamos no entanto que se dirijam à praça que está muito perto do Restaurante O Fialho para aceder ao Centro de Degustação de Vinhos Regionais do Alentejo onde poderá para além do óbvio degustar dos vários vinhos disponíveis, ainda efectuar pequenos jogos de adequar os odores de cada amostra à casta indicada. Nós conseguimos acertar em todos o que nos deixou bastante satisfeitos dado que não somos peritos, mas adoramos experimentar novos sabores.

Pousada dos Lóios

Foi assim que finalmente chegámos ao nosso local de repouso deste dia, a célebre Pousada dos Lóios que tantas boas referências tem tido ao longo dos anos e tem sido até definida como uma das melhores da rede Pousadas de Portugal. Portanto, tal como o Restaurante O Fialho, estávamos com bastantes expectativas face a esta Pousada Histórica em plena praça onde também figura o Monumento Romano mais famoso de Portugal.

Daí que foi com um sorriso nos lábios que estacionámos bem em frente da entrada onde fomos recebidos por um rapaz muito prestativo que logo nos ajudou a carregar as malas até à recepção. Veio bem a calhar depois de uma viagem um pouco longa e do calor que se fazia sentir àquela hora do dia. Que diferença da recepção por parte destes simpáticos profissionais em relação a outros hotéis onde temos estado. Sempre com uma simpatia, calma para nos atender e um carisma que falta na maioria das vezes aos profissionais do turismo da nossa praça. Aqui reside uma das diferenças mais clamorosas.

Sem dúvida, ficámos bem impressionados. Assim como pela suite em que ficámos que nos transportou de imediato para outras épocas áureas do nosso imaginário e história. Com grande preocupação pela preservação do espaço original, manteve assim a traça e estilo do começo de século após sucessivas modificações de quem sido alvo. A suite era espaçosa, com pormenores de deleite como a banheira de design vitoriano assim como as louças da casa de banho. Parecia que de repente teríamos voltado no tempo, mas sem perder o conforto actual.

 

  

 

Todos os pormenores são pensados ao mais pequeno detalhe, inclusive a oferta de um bandeja de fruta fresca que nos é amavelmente cedida enquanto nos refrescamos do calor que nos assolava no exterior. Mas não queríamos ficar apenas a descansar na nossa bela suite, apesar de ser tão convidativa. O tempo urgia e queríamos aproveitar ao máximo, daí que fui numa visita guiada pelo antigo Convento dos Lóios, ouvindo atentamente alguma da história desta Pousada, assim como algumas diferenças entre os diversos quartos ou deveria dizer antigas celas? Sim, porque os quartos ocupam o que anteriormente eram as celas dos abades que viviam neste convento.  Claro que com todo o conforto e dimensão que se exige aos dias de hoje, mas na verdade ali estiveram anteriormente um sem número de fiéis que pregavam a elevação do espírito. Tem desde suites, até quartos duplos para todos os gostos e feitios assim como uma mega suite (a melhor da pousada) que possui duas casas de banho, dois quartos duplos e uma sala de convívio. Um verdadeiro luxo.

Igualmente um luxo será de realçar o espaço de lazer da Piscina e Sala de Jogos, onde ainda aproveitámos para dar um mergulho e apreciar a fresquidão da água para combater o calor Alentejano que se faz sentir a meio da tarde. Um belo espaço para nos banharmos e descansar com calma.

Monumentos Históricos a Visitar

Temos uma multiplicidade de monumentos históricos que estão à nossa disposição em Évora para apreciarmos, mas não podemos visitar a todos no espaço de tempo a que nos planeámos para este dia, por isso, optámos por visitar a Igreja de São Francisco e a célebre Capela dos Ossos que nunca anteriormente tínhamos visitado em incursões anteriores. E mereceu bem a pena, pois é um espectáculo que mistura o Dantesco com a curiosidade e os calafrios na espinha. Sim, porque o vemos são verdadeiras ossadas que cobrem toda uma sala com ossos verdadeiros e que hoje servem como pormenores de decoração. Só vendo para crer.

 
  
 

 

 

Pelo caminho de volta ainda tivemos o privilégio de ver esta antiguidade (abaixo) que está estacionada num dos estacionamentos ao redor da Igreja de S. Francisco, que nos surpreendeu pelo excelente estado de conservação. É impressionante como antigamente conseguiam conduzir com espaços tão reduzidos para o tamanho das pernas e manobrar veículos de tão grandes dimensões.

 
 

Pousada dos Lóios é uma verdadeira Ode Aos Prazeres

Não sendo apenas pelas instalações de luxo, ambiente histórico e pormenores de estilo que nos fazem percorrer todos os recantos com curiosidade, ainda é reconhecida como um restaurante de excepção.
Possivelmente teremos sido influenciados pelo local onde jantámos, pela sua imponência e decoração, mas o que é um facto é que sobressai o bom gosto. Desde a amabilidade e simpatia dos que nos atenderam quase de forma personalizada, à reserva de mesa num espaço mais romântico até à atenção com o “empratar” das ementas que solicitámos, à escolha de vinhos. De facto, sempre que passar em Évora, será um local que irei re-visitar sem medo de me enganar.

Para terminar a noite em beleza, sugerimos que saia na noite quente e dê um passeio pelas várias praças com a segurança de ser uma das cidades mais seguras do nosso País. Tivemos a oportunidade de experimentar na noite em que lá estivemos de uma pequena festa de estudantes na Praça do Giraldo e de enveredar por um percurso que nos mostrava alguns dos melhores monumentos da cidade com iluminação nocturna que dava todo um foco de romantismo.

Sem dúvida, um dia que iremos recordar. Mas estava a ficar muito tarde e sabíamos que iríamos efectuar uma viagem ainda maior no dia seguinte, por isso fomos nos recolher à nossa suite onde anteriormente estiveram figuras da realeza para repousar bem e estarmos em plena forma no dia seguinte. Quer nos acompanhar?

Percurso Lisboa – Alentejo – Algarve ao ar livre e com boa companhia

Foi com espírito aberto e com muito boa disposição que iniciámos a nossa aventura a bordo de um BMW 118d cabrio providenciado gentilmente pela Avis que nos fizemos à estrada que nos levava ao primeiro destino de um itinerário que nos tinha deixado com água na boca e um brilho no olhar.

O objectivo foi verificar se um jovem casal poderia dar uma escapadela de 3 dias, percorrendo o quente e delicioso Litoral ao Centro Alentejano para finalizar no Algarve, aproveitando um dos pacotes especiais providenciados pelas Pousadas de Portugal, sem que com isso ficasse exausto ou perdesse algumas das maravilhas que estas regiões têm para oferecer.
Obviamente não será possível expor tudo num único artigo, por isso decidi dividir em 3, um por cada dia e por cada Pousada de Portugal por onde pernoitámos.

Espero que goste e se possível, possa partilhar algumas das suas experiências pelos locais pelos quais passámos nesta nossa aventura.

1º Dia – Saída de Lisboa em direcção a Alcácer do Sal

Primeiro que tudo, tínhamos de pegar o carro e para tal escolhemos um cabriolet, pois a ideia era aproveitar o tempo fabuloso que se fazia sentir e apreciar em pleno as paisagens extensas do nosso percurso. Portanto, dirigimo-nos à Avis onde estava reservado e após as formalidades do costume, lá nos fizemos à estrada, com as expectativas bem altas.

A primeira parte do percurso foi até algo ansioso porque queríamos nos afastar o mais rapidamente possível de Lisboa. Com isso não quero dizer que não gostemos da nossa capital, antes pelo contrário, mas a ideia era sair do bulício e abraçar a paz e vastidão de paisagens que nos iriam acompanhar durante estes 3 dias.
Portanto, quando nos vimos na auto-estrada para lá de Santiago do Cacém, já sentíamos uma sensação de prazer e relaxe a invadir-nos ao mesmo tempo que a as várzeas e vales que se assomavam a cada curva nos faziam sentir que estávamos mesmo a entrar no litoral alentejano que tanto ansiávamos.

Aqui abaixo poderás ver o percurso a que nos propusemos.


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Recomendo vivamente poder viajar pela auto-estrada em direcção ao Sul ao entardecer, pois é quando podemos ver os matizes mais intensos e apreciar melhor a condução sem o calor intenso típico destas paragens.

Pousada D. João II

Também é quando dá mais gozo descer a capota do carro e gozar o ar ainda quente mas sem o escaldão da hora de maior calor. Nem de propósito, penso que foi também a melhor altura para chegar à Pousada de Alcácer do Sal, a Pousada D. João II que se destaca claramente da encosta de Alcácer do Sal, pois é o próprio castelo e antigo convento e vê-la surgir naquele ambiente de final de tarde torna-a ainda mais mágica.
Subimos um percurso estreito, relembro que anteriormente apenas passavam aqui carruagens e cavaleiros, no entanto nem por isso deixa de ser possível qualquer viatura subir ao castelo, desde que não sejam duas ao mesmo tempo.

E que bela visão temos aquando da nossa chegada à entrada principal. Isto porque impressiona de sobremaneira, não tanto pela entrada que foi remodelada para ter um ar mais actualizado, mas sim pelas grossas paredes que sobem desde uns bons metros de encosta até ao pináculo e demonstra claramente porque foi no seu tempo uma fortaleza tão difícil de tomar. Na verdade estas paredes não serão as mesmas que na altura conseguiram rebelar uma armada de Vikings, nem certamente serão as mesmas que recusaram a entrada ao nosso D. Afonso Henriques, mas nem por isso deixam de demonstrar a altivez e a robustez de outrora.

Pousada Alcácer do Sal - D. João II

Logo na nossa chegada, somos agradavelmente surpreendidos por uma pequena tour pela Pousada proporcionada por uma simpática funcionária que se diz apaixonada pela vista mesmo tendo vindo de uma das mais belas regiões do norte de Portugal. E de facto, torna-se imprescindível esta pequena visita dado que de outro modo, dificilmente saberíamos onde estariam locais tão regulares como a sala de pequenos-almoços e o acesso à piscina.

Chegados ao nosso quarto, que se encontra onde noutras épocas deveriam ser as celas dos monges da Ordem de Aracaellí, apesar de nada terem a ver com a dimensão original das mesmas, pois reina o conforto e o bom acesso a todas as divisões, seja do quarto duplo, seja da grande casa de banho.

Pousada Alcácer do Sal - D. João II

Mas um dos pontos altos deste quarto será certamente o pequeno terraço onde na posição onde estávamos daria para ver perfeitamente o nascer do sol e acima de tudo, uma amiga cegonha que manteve um soberbo ninho no campanário da igreja Sta. Maria do Castelo que está muito próxima do quarto. Segundo fomos informados por um simpático funcionário, estas cegonhas não migram para África como outras da espécie, mantendo-se inclusive durante o Inverno. As razões podem ser devido ao aquecimento global ou então prefiro pensar que se apaixonaram por esta região de Alcácer do Sal que sempre foi tão apetecida por tantos povos. Qual é a sua opinião?

Depois de nos refrescarmos decidimos aproveitar a pouca luz do dia que ainda teríamos e investigámos mais do Castelo e arredores. Começámos pela escadaria moderna que no fundo rodeia toda a antiga torre de vigia e parece ser uma forma de lentamente fazermos a nossa introspecção a caminho do piso térreo. Dá quase para imaginar na altura, os clérigos a rezarem o seu terço a caminho do pátio interno onde o silêncio é sublime e transmite uma paz deliciosa.

Pousada Alcácer do Sal - D. João II

Depois fomos directos ver a Igreja interna que ficou transformada em sala de conferências e rapidamente consegui imaginar um evento de carácter mais actual num espaço que conjuga um sentimento histórico com a serenidade religiosa.

  Pousada Alcácer do Sal - D. João II

Mas o ponto alto da nossa pequena incursão foram realmente os jardins, que no final de um dia de calor, conseguiu transmitir aquela sensação de frescura que tanto precisávamos. Os jardins são amplos, cheios de árvores autóctones onde se destaca uma oliveira magnífica que dá toda a sensação de ter presenciado a muita história que tenha passado por aqui.

Também souberam aliar as muralhas centenárias com os aspectos mais modernos de uma utilização mais actual tal como a dupla piscina, uma para adultos e outra para crianças, assim como os balneários e inclusive um pequeno espaço de recreio para as crianças brincarem em toda a segurança.

Em resumo, muito se pode fazer nesta Pousada de Portugal e seguramente será sempre uma viagem bem empregue estar a repousar neste belo monumento histórico.

Alcácer do Sal

Mas não ficámos apenas por aqui e aproveitámos para visitar a bela cidade de Alcácer do Sal, onde o rio Sado ganha protagonismo. Banhada pelas suas águas a construção da cidade é ditada das suas margens até ao cume da encosta do Castelo, assumindo que durante muitos anos o maior “ganha-pão” desta terra terá sido protagonizada pelo rio que corre vagaroso por entre as pontes que ligam as duas margens. E essas duas margens são em si mesmas um caso paradigmático pois de um lado, é indubitavelmente histórico e carregada de peso de eras de eventos que marcaram a vida de inúmeras gentes. Do outro, temos a vontade jovem e moderna da cidade em querer mostrar que ainda está viva e que quer trazer algo de novo à população e a quem a visita.

Tem uma infra-estrutura de lazer e um parque de negócios que faz qualquer um sonhar em mudar de armas e bagagens para estas paragens. Inclusive porque fica colada a uma várzea absolutamente verdejante.

Sem dúvida, gostaremos de voltar a esta terra que nos tocou pela positiva. Mas está na hora de ir jantar e já tínhamos reserva no restaurante da Pousada. Quer nos acompanhar?